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Ontem, a Fabiana Ramos, do Rio de Janeiro, me pediu dicas de onde encontrar aquelas plaquinhas com os nomes de ervas e temperos. Em vez de sugerir um lugar, comentei sobre os palitos de sorvete. Hoje, fuçando o blog Design Sponge encontrei estes palitos personalizados, feitos pelo designer inglês Kim Jenkins. Os desenhos servem de inspiração para vocês customizarem os seus próprios palitos. Dá para usar carimbos ou rascunhar umas florzinhas, pássaros e afins. Beijos a todos, até!



Vasos juntinhos

Não pensem que estou de férias em Campos do Jordão ou que me esqueci de vocês. A minha ausência só tem uma justificativa: fechamento da edição de agosto. A revista vai ficar ótima, garanto, mas até que vocês possam conferir, vou tentar deixá-los a par das novidades aqui no blog. Uma das matérias que assino este mês é uma decoração linda, em Campos do Jordão. De lá, mostro duas reuniões de vasos de cerâmica com plantas mais rasteiras, como suculentas e minimargaridas e aspargo, agapanto, entre outros. É simples, mas me fez lembrar do que sempre defendo aqui no Cheiro de Mato: bastam dois ou três vasos para transformar o astral de uma casa. Quem ainda não experimentou esta receita, deveria prová-la! Beijos a todos e não esqueçam de mim…  



Cerejeira

Uma das árvores mais delicadas que conheço é a cerejeira. Recebi alguns pedidos para ensinar a cuidar dela. Os últimos vieram dos meus amigos Eduardo Maciel, de Brasília, e da Etelia Malta, do Rio de Janeiro. Não é fácil encontrar a cerejeira por todo o Brasil, porque ela é uma árvore de clima frio. Vai melhor nas regiões sudeste e sul do país. Não quero desapontar o pessoal do norte e nordeste, mas acho que há árvores melhores para ter por aí, a exemplo do jasmim-manga. Quem pode ter uma cerejeira no jardim, precisa saber cultivá-la. Consultei o engenheiro agrônomo Fábio de Godoy, do Uemura Flores e Plantas e ele me deu boas dicas. Aí vão elas: “Cerejeiras necessitam de um solo com boa drenagem. A mistura aconselhada é 20% de argila, 40% de areia e 40% de  terra adubada. Providencie a troca de terra anualmente ou a cada dois anos, normalmente no final do inverno ou inicio da primavera quando tem início a sua brotação mais intensa. Em períodos de crescimento (época de brotação), a cerejeira exige adubação. Os adubos mais indicados são os orgânicos e ricos em fósforo, que podem ser líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, use NPK na proporção de 4 14 8. É recomendada, ao  menos uma vez por ano, a adubação com micronutrientes (cálcio, magnésio, enxofre, boro, cobre, ferro….). A cerejeira não deve ser adubada antes de um mês de seu transplante. A melhor época para a adubação é a primavera”. O Fábio ainda sugere o plantio da cerejeira em locais onde o sol não incida nas horas mais fortes do dia, das 10h às 16h. Mãos na terra, pessoal!



Croc

Recebi um e-mail da Nydia, leitora do Cheiro de Mato e também do Lá em Casa, com o link para o blog The Crafty Crow. Pelo que pude constatar, a Nydia virou uma correspondente dos dois blogs. Manda notícia boa pra mim e pra Simone. Este blog que ela indica, o The Crafty Crow é realmente uma graça. Reproduzo uma das fotos que pode ser encontrada por lá. Uma pena que eu nunca tenha pensado em usar Crocs como vasos suspensos. A sugestão é genial: os furinhos servem para drenar a água e como a autora do blog bem colocou, dá para criar uma série com um Croc para cada membro da família. O que acham? 



Suporte de ferroGilberto Elkis

Ele é antiguinho, mas está com tudo nos jardins. O ferro volta a transitar nas áreas externas em cadeiras, mesas, gaiolas e suportes para vasos. Nem sei por que sumiu por um tempo. A roupagem nova inclui cores vibrantes, mas nem é preciso aderir aos novos modelos. Um suporte para vasos, como o da foto (acima, à esq.) chama a atenção, mesmo sem ter uma cor alegre. Por sinal, ele fez toda a diferença encostado à parede de tijolinhos. Na Casa Cor, o paisagista Gilberto Elkis usou o ferro em todo o mobiliário, dos bancos, cadeiras e mesas às treliças (fotos à dir.). Para encontrar as versões originais, antigas, sugiro uma volta pela Rua Cardeal Arcoverde, em São Paulo, ou um olhar apurado em lojas de demolição. É só fuçar um pouquinho para voltar com o carro carregado de peças boas. Ah, amanhã é feriado em São Paulo, então nos vemos na quinta, sem falta!



Astrapéia

Sempre que alguém me pede sugestões de árvores para ter no quintal ou na calçada, quebro a cabeça, pensando em qual indicar. Há muitas espécies, muitas variedades e vocês sabem como é: quando se tem muita opção, fica difícil eleger uma. Entre as minhas escolhas permanentes, estão as frutíferas. Acho tudo de bom ter uma laranja-kinkan, uma jabuticabeira ou uma pitangueira (a minha está carregada de flores!) dentro de casa. Além de frutíferas, árvores que dão flores também são incríveis. Gosto de jasmim-manga, rododendro, neve-da-montanha, flamboianzinho e cerejeira. No quesito flores exuberantes, ainda tem a astrapéia, a árvore aí de cima. Não tinha prestado atenção nela até vê-la florida. A árvore com folhas grandes e flores cor-de-rosa perfumadas atinge até 7 m de altura, mas pode ser controlada com podas. É recomendada para arborização de aléias, ruas e jardins. Fica a sugestão. Até amanhã!



Alice Rocha

A dica de hoje vem da paisagista Alice Rocha,  que eu conheci via blog e que tem muito trabalho bom pra mostrar pra gente. No apartamento de um cliente, a Alice usou estes cones, da ceramista Leila Mirandola (19 3461-0909, Americana, SP), como pendentes. Fixou cinco ganchos no teto e prendeu os cones com fios de náilon em diferentes alturas, de 0,70 m a 1,70 m de distância do teto. Nos cones, plantou rosário (pendente), ripsális e orquídeas phalenópsis, plantas que precisam de pouca água. Mesmo assim, como os cones não têm furos para escoar a água, forrou o fundo de todos eles com pedacinhos de carvão, que absorvem a umidade. A Alice recomenda a rega semanal das plantas com borrifador. Eu achei uma graça, e vocês?



Jacintos

Vejo pouquíssimos bulbos à venda aqui no Brasil. Além de tulipas e amarílis, já encontrei bulbos de jacintos. Estes últimos, por sinal, são incríveis. Gostam de regiões frias e florescem no início ou no meio da primavera. Para ter uma gamela repleta de jacintos, como esta, que saiu no livro Jardins em Vasos, da editora Nobel, é fácil. A receitinha também vem do livro: 1. Coloque uma camada de cacos na base da gamela; 2. Preencha com terra vegetal até 10 cm abaixo da borda. Coloque os bulbos (até 20 exemplares em um vaso de 50 cm de diâmetro), espaçando-os. Cubra os bulbos e acrescente a terra vegetal até 6 cm abaixo da borda; 3. Depois de plantar, regue bastante para assentar a terra vegetal. Em regiões de clima quente, substituam os jacintos por amarílis ou clívias. Inté! 



Violetas

O azul está no auge da moda e, ao que tudo indica, também da decoração. Peguei carona no azul dos vasos para falar sobre esta reuniãozinha de violetas. O conjunto é simples de tudo, mas ganhou pontos no quesito harmonia. Se repararem nos vasos, vão notar que eles não são iguais. A unidade vem da pintura na mesma cor. Para causar impacto, encontrem um lugar na sala para dispor todos juntos. Mesinhas laterais, bancos, baús e nichos são algumas das minhas sugestões. Reparem apenas se há uma boa entrada de luz natural no local e mandem ver no clássico que não sai da moda. Até!



Folhagens

Acho que já falei aqui no Cheiro de Mato sobre a minha paixão por folhagens. É surpreendente encontrar folhas com tantos aspectos diferentes. Formas, tons de verde, desenhos e estrias tornam cada exemplar único. Foi pensando nessa singularidade que resolvi dar esta sugestão pra vocês. Na foto, que saiu na revista Better Homes and Gardens, as folhas aparecem em impressões bem feitas. Mas minha dica é mais caseira: que tal colher umas folhas no chão do  jardim do vizinho, na rua ou parque e colá-las em um papel cartão? Feito isso, é só emoldurar e exibir em qualquer canto, do escritório à cozinha. É ou não é mais uma maneira de ter plantas dentro de casa?……………………………..

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Mais essa…
Como andei em falta com vocês, deixo mais uma dica, tirada da mesma revista. A xícara de café serviu de vaso para a miniplanta. Até aí, nenhuma novidade (pra nós aqui do Cheiro de Mato, que aproveitamos louças, embalagens, garrafas e até cinzeiros, não é Patrícia???). O novo é que cada xícara foi colocada sobre um prato na mesa de jantar e serviu como marcador de lugares. Chique, não? Também dá para pendurar um cartão com deliciosos votos de felicidades para o amigo que está de casa nova. É só usar a criatividade, que vocês têm de sobra. Beijos a todos, até amanhã! 






Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao

Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...